Alardeamos.
Lambre Lambe com anúncio da oficina espalhados. Bem espalhados.
Uma intervenção no galpão de alimentões do pavilhão UFPA Profissional.
Panfletos dobrados como origamis entrando em salas onde a temática era convergente.
Fórum Social Mundial, que beleza e que delícia que sempre é. Para mim é assim. Foi o terceiro que acompanho e me foi muito diferente. Me dediquei às minhas oficinas (fui responsável por duas das quatro em que o Fonte estava envolvido). E a buscar energias boas entre os acampados intergalácticos…mas essas histõrias eu fui contando no Beradero.
E no dia e na hora, um pouco ansioso como sempre, cantando uns mantras que sei lá porque me vieram à cabeça, foram se amontando na microsaleta projetada para um encontro de 50 pessoas, um grupo que quase bateu 100. E fizemos como temos feito, QUADROS no chão, perguntas pra roda: o que essas imagens provocam? se relacionam com seu universo de trabalho? tem potência para sua intervenção? quais os limites? e etc. E a conversa rolou como quase sempre rola. Porque percebi que fui estranhando alguns conteúdos. E me estranhei na mediação. Sai feliz pela boa repercussão e estranhado, procurando o que era isso, vendo o olhar inquieto de Flávia que queria me ajudar a entender o que era isso. E na beira da Baía do Guajará, em almoço nosso de despedida de um momento ritualistico para QUADROS, me organizei e percebi o óbvio. Os conteúdos que revelavam muitas práticas frágeis, muito frágeis, algumas rasas e outras preconceituosas, me pegaram com força. E ver a terra arrassada que compõe esse campo de profissionais mostra com clareza demais, com tanta luz que chega a cegar, que seguir com QUADROS de maneira ética exige aprofundar a intervenção nessa área de formação desses sujeitos. Eu sabia disso, mas evitava olhar. Agora me escancararam.
Daniel Brandão